Revendo 2015 – Meu primeiro Triathlon, erros e acertos



2015 foi um ano difícil, de poucas provas e poucos treinos, portanto foi exatamente essa quantidade tão pequena e insignificativa que fizeram uma enorme diferença no meu ano. A dose foi pequena, mas  suficiente para manter minha sanidade.

Na corrida, como em qualquer atividade física a barreira mais difícil a ser vencida é a barreira mental, você só termina uma corrida, seja ela de 5 km, uma ½ maratona ou uma maratona inteira se seu cérebro estiver disposto a trabalhar ao seu favor. O músculo mental é quem faz o trabalho decisivo quando o cansaço físico e o esgotamento muscular te consomem. O trabalho final que te ajuda a vencer os últimos quilômetros.

Em junho, eu participei da prova “Desafio Morro do Moreno” e logo depois comecei a me preparar para o que foi o meu maior desafio  esportivo: Meu primeiro Triathlon!!!  Aprendi a nadar do zero e venci o medo que tinha das bicicletas de corrida com os sapatos presos ao pedal. Tudo foi novidade, aprendizagem e certamente uma experiência maravilhosa. Claro que, tive que trabalhar muito meu músculo mental!

O meu treino na piscina foi suado, tive que trabalhar muito a respiração. Como corredora sou acostumada a respirar pelo nariz e a soltar pela boca, me acostumar com a respiração inversa da natação me custou muito. Como não sabia nadar priorizei os treinos de natação e logo comecei a fazer também treinos conjuntos de bicicleta com corrida. E assim fui me acostumando com a sensação de correr com as pernas vazias e totalmente sem forças.

Claro que, como muita coisa na vida, a gente só aprende com os erros, meu primeiro triathlon me deixou uma grande lição: determinação é tudo!!!


Meu primeiro triathlon - resumo


Foram 2 meses de treino, priorizando totalmente as aulas de natação, já que eu não sabia nadar e tive que começar do zero. Nadava pelo menos 4 vezes na semana, às vezes acompanhada da minha professora Elena às vezes sozinha. Me custou muito e apenas nas últimas semanas estava conseguindo nadar 1.000 metros direto, sem parar. Como o meu triathlon era o sprint (750m nadando, 20km pedalando e 5km correndo), eu precisava nadar apenas 750 metros e pensava que estava tranquila. 

ERRO #1!!!  Por conta do mar agitado evitei ao máximo o treino no mar, e a prova foi realizada no porto!!! não tinha ondas, a água estava tranquila, mas era água salgada e eu não estava acostumada. 

Lição aprendida: Temos que treinar o mais próximo possível das condições da prova, e não se poupar de nada. Já que a prova era no mar eu deveria ter treinado no mar e não na piscina!! Eu não estava acostumada com água salgada e por isso passei muito mal com o pouco de água que engoli durante a prova. Outro fator que comprometeu muito o meu rendimento foi a falta de referencia, eu não conseguia avistar as bóias de marcação e muitas vezes não sabia se estava indo na direção certa.

Na bici até que eu mandei bem, apesar de nunca ter passado tão mal em nenhuma outra prova. Tive náuseas o tempo todo e muita vontade de vomitar. Foi a primeira vez que sentir isso. Apesar de todo incomodo fiz os 20km de bicicleta em um tempo razoável.



Mandando bem na bici



Durante as transições precisei de sentar para tomar um ar e de fazer tudo com muita tranquilidade, lembrava muito do meu professor de bicicleta me ensinando todos os truques para fazer a transição no menor tempo possível, foi impossível!!! Passava tanto mal que agilidade era a última coisa que passava pela minha cabeça, eu só queria acabar a prova.

ERRO #2!!! Eu deixei gatorade na garrafinha da bicicleta. Depois da água salgada eu precisa desesperadamente de água pura e cristalina para lavar a boca e eu não tinha. A bebida isotônica não descia, muito menos os gels de carboidratos, acabei desidratando e só fui melhorar durante a corrida quando finalmente pude tomar água e mandar um gel pra dentro.

Passando para a corrida o bicho pegou, tinha vontade de andar, já estava morta. Fui as poucos intercalando corrida com caminhadas, acho que foram os 5 quilômetros mais longos da minha vida. Mas cruzar a linha de chegada foi incrível, sensação de dever cumprido e de mais um sonho realizado. Prometi a mim mesma que jamais treinaria para outro triathlon  porém só quem sente o prazer da vitória ao cruzar a linha de chegada entende o gostinho de quero mais que fica depois, de querer se superar e de fazer melhor na próxima vez. Certamente a minha promessa não será cumprida, buscarei superar meus limites na natação e continuarei no triathlon!




A ponto de cruzar a linha de chegada



É isso aí galera! Quero abrir 2016 com novos planos, novos sonhos, que 2016 seja um ano de novas conquistas e desafios pessoais!! Em breve postarei mais novidade!!

Bom final de semana a todos!!






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